Para
onde quer que eu olhe só vejo amor. Independente da sua forma ou de como é
demonstrado. Famílias, amigos, casais. Amor pela vida, amor pelo cinema, pelo
trabalho. Pessoas apaixonadas
por música e por ler; pelos seus filhos e por comida. Vejo olhos brilhando
enquanto fitam seus amores.
Têm aqueles que consumam
dizer que amam tudo e todos; tem aqueles que não dizem nada, mas amam com tanta
força e intensidade quanto uma chama que queima. Conheço muitos amores escancarados e ainda mais amores
secretos, alguns até proibidos. Estes são os melhores, mais verdadeiros e pelos
quais vale a pena sofrer.
Já vi amor por necessidade
ou obrigação, desses que dão vergonha. Também tem aqueles sem nenhuma vergonha,
que brincam e fazem piada, fazem dos corações gelados uns tolos, falam de tabus
como quem diz “bom dia”.
Ouvi falar de amores que
vão além da razão, que te fazem perder a cabeça, os sentidos e o chão.
Amores que dão sentido às
coisas, “cores às flores”; que são a primeira visão de um cego. Estes não
chegam ao fim. São interrompidos.
Há também os amores
doentios, estes podem ser de vários “tipos”: controladores; que não se separa;
que não vão acontecer; que te levam ao extremo; que te fazem fazer coisas
estúpidas, às vezes perigosas.
Amor platônico, de fã;
amor de dono ou criador. Amor de vó, que é mãe duas vezes. Amores te que levam por caminhos tortuosos ou
te guiam ao paraíso. Alguns dão prazeres, outros dão orgulho.
Vi chamarem de amor o
ódio, um sentimento qualquer ou qualquer coisa, que nem um sentimento seja.
Existem também os amores
virtuosos; outros superficiais ou baseados na aparência.
Mas, talvez, se eu não
visse tudo isso a vida não seria tão especial.
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