Ela o esperava no banco do parque com suas botas cintilantes, como havia sido combinado. Brincava com as ligas em seu braço e tentava saber quanto tempo havia se passado, por quantas vezes um notável corredor de shorts azuis passava por sua frente.
Uma. Começou a se perguntar se estava no banco certo. Se ele a reconheceria. Se ele tinha pegue engarrafamento ou se decidira de última hora simplesmente não aparecer. Se seu cabelo estava bagunçado e se havia alimentado seus peixes.
Duas. Cansou-se do “se” e passou para o “por que”: ficar sozinha ali; por que levantar-se e ver se o encontrava; por que não tomar sorvete ou viajar sem rumo; esperar; ou por que não?
Três. Decidiu parar de se perguntar, já que nenhuma das respostas que ela encontrava a satisfazia. Olhou para suas mãos e percebeu que precisava fazer as unhas, pôs as luvas e embrulhou-se no casaco.
Quatro. Ficou entretida com um casal de cachorros, levantou-se vagarosamente – com o intuito de não afastá-los, já que não aquentaria mais uma rejeição – para observá-los. Ficou por um tempo agachada, rindo sozinha, enquanto as pessoas passavam e os cachorros brincavam.
Cinco. Seis. Sete. Parou de contar quando percebeu que seu rosto estava molhado: estava chorando e não sabia desde quando. Enquanto isso um rapaz procurava desesperadamente por algo. E, sem ao menos enxugar o rosto, a menina se levantou e caminhou.
Foi quando eles foram envolvidos por uma brisa, que a fez parar e fechar os olhos e levou seu perfume a ele. E então ele se arrependeu de não tê-la encontrado.
Esse é meu primeiro 'conto' espero que gostem!

PaRaBéNs!1!!!111!!1 Tá massa, falando sério.
ResponderExcluirque lindo! gostei do "conto" *-*
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